Vendas diretas desafiam digitalização do varejo

15.04.19 O crescimento do e-commerce, ao contrário do que muitos podem pensar, não está prejudicando o crescimento das vendas diretas – também conhecidas com porta a porta. Muito pelo contrário. O tradicional modelo de distribuição olho no olho tem crescido tanto em número de vendedores e novos clientes quanto em diversificação de categorias de produtos.
Pelos cálculos da Associação Brasileira das Empresas de Vendas Diretas (Abevd), o Brasil assumiu a sexta posição no ranking do segmento, atrás apenas de Japão, Alemanha, Coreia do Sul, China e Estados Unidos. No ano passado, estima-se que o setor tenha movimentado mais de R$ 48 bilhões, superior aos R$ 45,2 bilhões contabilizados em 2017, e promoveu 4,1 milhões de empreendedores ativos.

“Em tempos de desemprego recorde e baixo crescimento econômico, empreender no mercado porta a porta é um caminho natural para quem tem alguma experiência com vendas”, afirma a economista Priscilla Mituzaki, especialista em finanças e empreendedorismo da Universidade de Guarulhos (UnG). “A tendência é que o segmento cresça ainda mais em um cenário de mudanças das relações trabalhistas e mudanças nas regras para o setor público.”

De acordo com a Abevd, embora o mercado seja alimentado pela informalidade, o setor se consolidou também como importante fonte de arrecadação de impostos. A entidade estima que cada R$ 1 milhão investidos em vendas diretas gere o recolhimento de aproximadamente R$ 415 mil em impostos, em um modelo de economia que mobiliza diferentes classes sociais em todas as regiões do país. Como comparação, essa arrecadação é de aproximadamente R$ 350 mil na indústria.

“O setor de vendas diretas tem obtido resultados positivos nos últimos anos, com o aumento das categorias ofertadas. A tecnologia surgiu como uma aliada do setor. O uso crescente do WhatsApp aproximou empreendedores de consumidores e, com isso, houve aumento significativo das vendas”, diz Adriana Colloca, presidente da Abevd, e líder de uma associação que representa 52 associadas e inclui gigantes como Natura, Herbalife, Mary Kay, Avon, Amway e Tupperware. (Leia mais na entrevista abaixo.).

Relatório da consultoria global Direct Selling and Communities in the Internet Age destaca o crescimento das vendas diretas mesmo com o boom do e-commerce. De acordo com o estudo, as vendas diretas crescerão 11,5% globalmente até 2021, sendo impulsionadas pelas regiões emergentes, inclusive o Brasil.

Site https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2019/04/03/internas_economia,1043345/vendas-diretas-desafiam-digitalizacao-do-varejo.shtml

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